domingo, 16 de junho de 2013

A língua que habita minha boca

















Sou uma mulher de língua rápida e contundente!
As palavras de minha boca não são peneiradas,
Não são filtradas.
Há pessoas que se ressentem e reclamam.
Compreendo.
No entanto, não aprecio o sarcasmo nem quem mente.
Não lanço alfinetadas nem faço piadas!
Como transformar a verdade se a desejo realmente?

Sou uma mulher de língua rápida e contundente
As palavras simples são asas aos pensamentos:
Sinto e falo o que penso do que sinto,
Não sei fingir nem mentir!
Então, como não ser leal aos meus sentimentos?

Sou uma mulher de língua rápida e contundente,
Que gosta de ouvir passarinhos livres no quintal,
Quando mergulha em profundos silêncios...
E, nos meus silêncios, que são muitos e constantes,
Medito, aprendo, desaprendo e conquisto a natureza

De não ser oca a boca que tanto fala em instantes
E oferece essência à minha franca e honesta lingua,
Rápida e contundente; imperfeita, com certeza!
(autora: Cris Lopes)

sábado, 4 de maio de 2013

MENOR INFRATOR

Após assistir um programa televisivo, a quem possa interessar uma reflexão sobre a penalidade do menor infrator...
Penso que existem três níveis de responsabilidade em relação à questão do menor infrator
1- A responsabilidade do próprio infrator menor
2- A responsabilidade da família no contexto de como orientou a formação desse menor
3- A responsabilidade do Estado de quais condições oferece às famílias e ao menor, tanto ao menor de risco quanto ao já infrator, para a prevenção e/ou solução do problema.
No debate todos argumentam seus pontos de vista que justificam as razões pelas quais são a favor ou contra a redução da maioridade penal. Divergem em opiniões, no entanto TODOS consideram que o Estado não está proporcionando condições eficientes plenas à reabilitação do menor infrator. Por outro lado, os números mostram que o Brasil não está sendo eficiente quanto a uma política que realmente construa alternativas para que esse menor não seja captado pela criminalidade, então por qual razão ninguém aponta a impunidade que existe contra o Estado que não cumpre o seu papel? A IMPUNIDADE QUE EXISTE É A DO ESTADO!
Se um avião cai, a companhia aérea é obrigada a indenizar a família do passageiro; Se um empregado morre durante a jornada de trabalho, o empregador ou a empresa são responsabilizados a indenizar a família da vítima, então por que a justiça não é realizada da mesma forma quando um menor infrator mata alguém e o Estado está envolvido na gênese dessa patologia social? A justiça não é imparcial em teoria? Não é justo que em cada homicídio cometido por um menor os três níveis de responsabilidades sejam analisados, apurados e punidos?
As condições que envolvem a família são previstas. O conselho tutelar existe para receber denúncias e a legislação vigente prevê em seus artigos condições para que juízes realizem a suspensão do pátrio poder- a exemplo disso cito:..."Com efeito, dispõe o art. 24 da Lei nº 8.069/90 (ECA) que a perda do pátrio poder será decretada judicialmente, em procedimento contraditório, nos casos previstos na lei civil, bem como na hipótese de descumprimento injustificado dos deveres e obrigações a que alude o art. 22.
O art. 22 do ECA, por seu turno, refere que aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais.”
A questão do menor infrator que está em discussão não se refere à impunidade, e sim quando a penalidade é deve ser aplicada. As condições que envolvem o menor são frágeis e podem e devem ser abertos os questionamentos de COMO essas penas estão sendo aplicadas.
No entanto, por que nenhum dos jornalistas presentes nesse debate, nem o pedagogo, nem a professora de direito penal, nem o sociólogo, nem os pais do menino assassinado, nem o promotor apontam que o Estado precisa ser penalizado quando identificado que, na análise de cada caso, sua omissão ou falta de eficiência contribuiu para o seu desfecho trágico? Como penalizar o Estado? Por que as famílias de vítimas não processam o Estado? Por que não clamam pelo basta a essa impunidade!
O menor que mata alguém não é mais uma criança- é bandido- não há dúvida, mas e o processo todo que antecede a isso? Uma pequena minoria surge de famílias bem estruturadas, nas quais nada lhes falta (acredito que nessas há grande percentual é de equívoco, já que algumas pessoas confundem o prover material com o abrigo, o aconselhamento emocional, a atenção, o amor que toda criança precisa para se desenvolver), contudo a grande maioria dos menores infratores se origina de famílias capengas, nas quais só abunda a falta. Faltas que não são solucionadas até o presente. O sistema e a política são ineficientes e desdenham necessidades básicas sociais urgentes...
Como vamos resolver essa questão se até os dias atuais o Estado foi incompetente? Qual o milagre que vai acontecer para que essas questões possam encontrar solução? Falta dinheiro? Mas nós brasileiros pagamos impostos e mais impostos. Impostos que estão entre os mais exorbitantes no mundo!
Penso que há mais um nível de responsabilidade nisso tudo, e em muitas outras questões- O NOSSO- O que fazemos enquanto cidadãos para incentivar, criar e buscar novas soluções, novas perspectivas para os problemas crônicos de nossa sociedade? Não somos nós que fazemos as leis, porém somos nós que votamos, somos nós que podemos ajudar, em diferentes esferas, à formação de opiniões mais conscienciosas de massa...
O Brasil desde o seu descobrimento cultiva a mentira ou o silêncio. Somos uma sociedade que é portadora de uma doença crônica: a mitomania- contamos, repetimos mentiras e acreditamos nelas! Ou simplesmente silenciamos, ficamos quietos... Para que fazer alarde se as pedras estão sendo jogadas no telhado do vizinho? Até o dia que a pedra arrebenta a vidraça da sua, da minha casa, então conseguimos criar coragem e ao menos questionamos, escrevemos, divulgamos o que pensamos e sabemos que é verdade, apesar de muitos fingirem não nos ouvir!!!!
E, enquanto não acordamos para o fato que é preciso agir antes da nossa vidraça ser arrebentada de surpresa pela fatalidade, vamos assistir, durante décadas, discussões capengas. Os holofotes são lançados sobre o menor infrator ou ladrão ou maldito assassino, enquanto o maior infrator, aquele que mata a esperança, que mata o direito a oportunidade, que mata o direito a uma vida digna segue impunimente! Não temos creches suficientes! Não temos escolas públicas integrais suficientes! Não temos cursos profissionalizantes suficientes! Não temos escolas/ espaços de reabilitação suficientes com infraestrutura para realmente reabilitar o menor! Não temos um sistema carcerário recapacitante, que coloque o preso para trabalhar e se responsabilizar pelo seu sustento e o de sua família, enquanto cumpre pena. Onde estão as colônias de trabalho? Um dos países com a maior extensão territorial do mundo não possui espaço para a construção de colônias agrícolas, por exemplo? Todavia possuímos uma infinidade de mazelas educacionais, de saúde, além das de segurança pelas quais eu e você pagamos! Pagamos muito bem para não existirem com eficiência!
"Brasileiro é tão bonzinho..." Até quando?????
(autora: Cris Lopes)

sexta-feira, 29 de março de 2013

Meu Anjo


(Tela de Carl Bloch: Agony in the garden)

Quando fechamos nossos olhos não podemos ver o sol, no entanto ele continua presente. É nesse momento que  precisamos aquietar nossas mentes e permitir que nossos outros sentidos revelem a sua existência...

Prece para os anjos guardiães (O Evangelho Segundo O Espiritismo, Allan Kardec)

Espíritos bem-amados, anjos guardiães, vós a quem Deus, em sua infinita misericórdia, permite velar pelos homens, sede nossos protetores nas provas de nossa vida terrena. Dai-nos a força, a coragem e a resignação; inspirai-nos tudo que é bom, livrai-nos da inclinação para o mal; que vossa doce influência peneire em nossa alma; fazei com que sintamos que um amigo devotado está conosco, perto de nós, que vê nossos sofrimentos e partilha de nossas alegrias.
E vós, meu bom anjo, não me abandoneis. Tenho necessidade de toda a vossa proteção para suportar com fé e amor as provas que a vontade de Deus me enviar.

quinta-feira, 7 de março de 2013

A EDUCAÇÃO FAMILIAR EM FOCO

Ser pai, mãe ou responsável pela criação e educação de uma criança requer muito amor, perseverança e paciência.
Todos nós sabemos que educar é tarefa difícil, contudo também é uma experiência enriquecedora porque cada criança apresenta características e talentos que lhe são particulares.
Não há possibilidade de se formular regras mágicas para se educar alguém. Assim, se nossos filhos apresentam personalidades muito distintas, ao acertarmos na educação de um filho, podemos errar seguindo o mesmo “modelo” para educar o outro.
Observo, ao longo de 30 anos de experiência como médica pediatra e homeopata, situações que se repetem e que são prejudiciais a um projeto familiar saudável e eficiente de educação. Acredito que muitos pais, com seus anos de experiência, já chegaram às mesmas observações. Aliás, podemos dizer que todas são muito óbvias, no entanto na prática da convivência entre crianças e adultos são comuns. Gostaria de abordar alguns pontos principais desses desacertos com a finalidade de promover reflexões e estimular discussões que possam contribuir para que pais, mães e responsáveis assegurem à criança um bom desenvolvimento físico-psico-social.

- Criança não é um adulto pequeno
Mas nem por isso é preciso menosprezar ou não valorizar o que a criança está tentando falar ou contar. A linguagem da criança pode ser muito simbólica e significativa.
Criança precisa se sentir protegida e acolhida no ambiente familiar.
Criança não pode e não deve participar de todos os assuntos familiares.
Criança não deve ser envolvida em questões que não têm maturidade emocional para compreender e elaborar bem.

- É preciso dar o exemplo
Não faça aquilo que não deseja que seja copiado pela criança. Isso se refere também à linguagem usada dentro de casa.

- É bom que a criança tenha uma rotina diária organizada
É importante conversar com a criança e verificar a melhor maneira de organizar os seus horários conforme a conveniência de todos.
No caso de crianças menores, a rotina deve ser organizada pelos pais.

- Criança precisa saber claramente quais são suas tarefas
É preciso deixar claro para a criança quais são suas tarefas. As tarefas devem ser selecionadas de acordo com a idade da criança.
A princípio, as tarefas são voltadas para as questões da própria criança, como por exemplo: guardar seus brinquedos depois que acaba de brincar; realizar seus cuidados pessoais como escovar os dentes, lavar as mãos antes das refeições, tomar banho; separar roupas sujas num lugar pré-estabelecido, fazer os deveres da escola para casa. Depois, ao longo de seu desenvolvimento, a criança deve ser estimulada a auxiliar nas tarefas comuns a todos, como a de molhar as plantas, secar os talheres, varrer o quintal, dobrar as roupas lavadas, etc.

- Não é preciso bater e desqualificar para dar limites à criança
Uma vez que a criança saiba com clareza quais são as suas tarefas é importante incentivá-la, gratificá-la ou dá-lhe limites conforme suas atitudes.
A criança não deve apanhar ou ser repreendida com adjetivos ou expressões que possam fazê-la se sentir desqualificada.
Penso que o diálogo franco é a melhor opção. Ajuda muito expor com clareza para a criança o quanto é importante que ela assuma suas tarefas e aprenda que há direitos e deveres para todos. Os pais podem e devem ir preparando continuamente seus filhos para conviverem bem com outras pessoas e, para isso, é preciso que compreendam que cada um precisa fazer a sua parte. Só conhecimento ou intelectualidade não garante relacionamentos saudáveis e construtivos. Há que se cultivar o “sentir”, respeitando-lhe o tempo de amadurecimento. Se a criança, em particular, tem mais dificuldade de assimilar suas tarefas, pode ser tentando o sistema de pontos. O importante é que não se faça muito drama ao redor do fato da criança não cumprir suas tarefas- deixou de fazer o que precisava ou fez algo que não deveria fazer é preciso assumir as consequências de suas atitudes, porque ao longo de toda a vida vai ser assim: fazemos escolhas e colhemos os frutos de nossas escolhas.
Se for necessário usar o sistema de pontos, o pratique sem terrorismo- é apenas uma forma da criança visualizar e interiorizar melhor a questão básica que se estabelece no eixo liberdade X responsabilidade, ou seja, quem cumpre seu dever, merece exercer seu direito e vice-versa. Dispense o sistema de pontos tão logo ela compreenda bem suas tarefas.

Sistema de pontos:
Faça um painel em algum lugar bem visível da casa (pode ser até feito com uma folha de cartolina e taxinhas).
De segunda a sexta-feira- cada dia vale um ponto- se no final do dia, a criança realizou suas tarefas, ganha um ponto. Se no final da sexta-feira conseguir 4 ou 5 pontos pode sugerir aos pais algo que goste de fazer, junto com eles, no fim de semana.
Se só conseguir 1 ou 2 pontos deve ser reafirmada a importância de realizar suas tarefas e explicar que os direitos são subtraídos quando os deveres não são cumpridos- prive seu filho de algo que ele considera diversão ou que goste de fazer, mas faça isso sem exagero e de forma que o castigo realmente possa ser cumprido- exemplos: um dia sem brincar na rua, um dia sem ver TV, um dia sem vídeo game...
Se conseguir 3 pontos, deve ser elogiado e estimulado a melhorar, porque já está mostrando seu esforço em progredir, em realizar suas tarefas...


- Criança precisa de atenção diária
A maioria de nós gostaria que o dia tivesse 36 horas. A vida requer tanto de nós que 24 horas é pouco para o tanto que precisamos “dar conta”. Todavia, não é preciso mais do que 15 minutos a meia hora por dia para dar atenção a seu filho e ajudá-lo a ter estabilidade emocional e se sentir uma criança feliz. Não é tanto assim, concorda?
Após chegar do trabalho, relaxe com um bom banho, faça sua refeição e escolha algo para brincar com seu filho. Essa brincadeira pode ser um dominó, um jogo de quebra-cabeça, um jogo de memória, uma revista para colorir. Enquanto vocês brincam, aproveite para conversar com ele e deixar que ele conte como foi o dia dele. O importante é que ele saiba que de segunda a sexta feira vai ter um tempo para brincar e conversar com você. Ao compartilhar brincadeiras, o adulto entra um pouco no universo da criança e essa aproximação promove mais intimidade e favorece o diálogo que é fator primordial para que as dinâmicas familiares se desenvolvam satisfatoriamente. Se você ajuda seu filho com as tarefas escolares, não considere esse tempo como a hora de “vocês”. Assistir um filme ou programa de TV pode fazer parte do dia de “vocês” nos fins de semana, contudo de segunda a sexta-feira, quando o tempo é mais corrido, é melhor que a atividade seja mais participativa. Não use a TV como substituta para a sua atenção e nem queira convencer o seu filho a ter prazer fazendo somente programas que são de adultos. É fundamental entender que a criança fica no aguardo, na expectativa da hora que vai receber atenção dos pais, principalmente quando todos trabalham fora. Criança sem atenção fica ansiosa. É muito comum que apareçam distúrbios de comportamento ou sintomas físicos. Criança “querente” de atenção sem obtê-la fica “carente” e dê alguma maneira isso vai ser espelhado.


- Criança precisa de socialização
Desde cedo é importante que a criança compartilhe seus brinquedos e tenha a oportunidade de brincar com outras crianças da mesma idade.
Estimular a socialização dos filhos com os colegas, através de brincadeiras que envolvem o desenvolvimento e a interação em grupo, é muito importante para a vida saudável da criança.
Hoje em dia é necessário limitar o tempo gasto com a navegação na internet e com jogos eletrônicos para que as crianças não vivam isoladas, com prejuízo de sua socialização. Ter contato físico faz parte da interação entre as pessoas. Virtualmente, somos privados de parte importante dos nossos sentidos...
A família exerce um de seus papéis essenciais ao estimular a criação de vínculos afetivos. O amor precisa de calma para acontecer. O amor precisa de convivência, de conversa, de carinho, de momentos para compartilhar. Quanto mais a gente exercita a oportunidade de se relacionar afetivamente com alguém, mais nos sentimos também nutridos afetivamente.
Através de sua socialização, a criança começa a ser preparada para conseguir estabelecer relacionamentos afetivos saudáveis, porque aprende a ser solidária, aprende o valor da cooperação, da tolerância, do respeito, do companheirismo, da amizade. Aprende a conviver com as diferenças e a respeitá-las. Enfim, a criança passa a nortear seu comportamento por valores que precisam ser cultivados, exercitados, aprendidos e que serão facilitadores para sua saúde emocional, para seu futuro e vida adulta.
É preciso a família contribuir para a percepção e prática desses valores porque no mundo contemporâneo há muita pressa, há muitos apelos, há muita competitividade, há muita superficialidade e nada disso favorece o amor. Precisamos ficar atentos para não permitir que esses fatores fragilizem os laços familiares e minem a importância de “sentir”. Sentir nos permite escolher e as escolhas nos estimulam a agir!


- É preciso respeitar a individualidade
Os pais devem aceitar seus filhos como são e auxiliá-los a seguir o caminho que escolhem da melhor forma possível. Não adianta querer que seu filho espelhe quem é você, porque cada pessoa vem de uma história de vida diferente e a partir de suas experiências e vivências é que vai se construindo e criando mecanismos, instrumentos que se desenvolvem para ajudá-la em sua trajetória. Além da sua própria jornada, cada pessoa tem sua “alma” que independe do arsenal genético herdado dos seus pais. Não adianta querer que seu filho seja como você ou tentar realizar seus sonhos e apaziguar suas frustrações através de seu filho. Existem filhos que apresentam afinidades de temperamento e de personalidade com os pais e isso facilita uma convivência harmoniosa e outros que são totalmente diferentes, o que pode dificultar a convivência. É preciso saber conviver com as diferenças. Quando nos abrimos para aceitar alguém diferente de nós, aprendemos com as diferenças e descobrimos que existe muito no outro que pode nos enriquecer. A sensibilidade veste a nossa inteligência de sabedoria e isso só é possível através da flexibilidade! A sensibilidade é que permite aos pais identificarem a verdadeira essência de seus filhos com suas virtudes, suas dificuldades, e seus talentos. Assim, é possível ajudá-los a se desenvolver da melhor forma dentro de suas características, respeitando-lhes o jeito de ser.
Eu gosto muito de dizer que a inteligência sem sensibilidade é tal como agulha sem linha. A vida precisa ir sendo costurada ponto a ponto. Às vezes é preciso afrouxar um pouquinho o ponto para o tecido não ficar enrugado e deformado. Entretanto, há ocasiões que é preciso um nó bem firme, bem reforçado para o ponto não arrebentar e o tecido desfiar. Encontrar equilíbrio entre dar e puxar a linha requer sensibilidade e inteligência. Precisa de sabedoria.

Muitas vezes falta oportunidade ao profissional da saúde para propor uma interferência benéfica, afinal, quase sempre, a queixa principal durante as consultas pediátricas está relacionada às desordens físicas. Quando a criança é levada ao pediatra exclusivamente por algum sintoma emocional é porque a situação já chegou a um limite insuportável.
A Homeopatia é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e tanto na prática pediátrica, quanto na prática clínica se mostra muito eficiente em estimular a observação e a percepção do paciente sobre si mesmo e sobre o outro. Exercita o olhar para uma melhor compreensão de atitudes, desejos e pensamentos. A finalidade do medicamento homeopático é ajudar a retirar os véus que podem turvar a visão clara da realidade e facilitar o encontro de soluções harmoniosas dentro de nossas possibilidades individuais de sentir, de ser. Podemos dizer que, quando bem selecionado pelo médico homeopata, o medicamento homeopático facilita a melhor expressão de nós e, assim, é um ótimo auxílio terapêutico à resolução de conflitos pessoais e familiares.
(autora: Cris Lopes)






quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Preconceito= Pré-conceito = Pré-juízo = Prejuízo

Muito lúcido, em todas as suas colocações, o deputado federal Jean Wyllys.
Considero de extrema importância que todos os segmentos da sociedade, independente de suas orientações, se manifestem quando surgem colocações tão preconceituosas como esse artigo da revista Veja, porque já assistimos historicamente, inúmeras vezes, para onde somos conduzidos quando nos silenciamos e abrimos as portas para afirmações e atitudes fundamentalistas!
Nesse caso específico, infelizmente, ainda há pessoas que pensam que orientação sexual é uma opção. A escolha só existe entre você ser quem realmente você é ou ser cópia de alguém que você não é e se contentar em ser um rascunho de si mesmo, porque quem nós somos afetiva e sexualmente depende de uma construção a partir de sensações, experiências, vivências...
A nossa sexualidade é inseparável de nós mesmos. Imagino o que causa em certas pessoas tanta dificuldade de compreensão de algo que é tão óbvio. Acredito que para quem têm sua afetividade e sexualidade bem resolvidas esse entendimento é bem fácil. Talvez, a dificuldade exista para aqueles que ainda não amadureceram ou não compreenderam muito bem quem são e ficam incomodados por não conseguirem gostar e desejar com vontade... Isso também explica o comportamento que observo como médica, principalmente entre os adolescentes e adultos jovens, que assumem comportamentos sexuais de risco e/ou equivocados, desconsiderando a importância do que realmente estão sentindo e como estão vivendo essas experiências. Tais comportamentos parecem traduzir gritos anti convencionais. No entanto, depois, vemos as consequencias que surgem no campo físico e emocional através de inúmeras doenças ou desequilíbrios.
Destaco que é importante aguçar a nossa sensibilidade, a nossa percepção e sempre estarmos atentos aos nossos sentimentos e desejos para vivermos uma vida de verdade, uma vida que de fato seja nossa, guiada pelo que emana de nossa essência e não do que nos chega do lado de fora, como padrão de comportamento, independente de nossas orientações sexuais.
(autora: Cris Lopes) 

Texto do deputado federal Jean Wyllys ( http://jeanwyllys.com.br/wp/veja-que-lixo)
 
12/11/12

Veja que lixo!




Riobaldo, CABRA macho, se apaixonou por Diadorim, que ele julgava ser um homem
Eu havia prometido não responder à coluna do ex-diretor de redação de Veja, José Roberto Guzzo, para não ampliar a voz dos imbecis. Mas foram tantos os pedidos, tão sinceros, tão sentidos, que eu dominei meu asco e decidi responder.
A coluna publicada na edição desta semana do libelo da editora Abril — e que trata sobre o relacionamento dele com uma cabra e sua rejeição ao espinafre, e usa esses exemplos de sua vida pessoal como desculpa para injuriar os homossexuais — é um monumento à ignorância, ao mau gosto e ao preconceito.
Logo no início, Guzzo usa o termo “homossexualismo” e se refere à nossa orientação sexual como “estilo de vida gay”. Com relação ao primeiro, é necessário esclarecer que as orientações sexuais (seja você hétero, lésbica, gay ou bi) não são tendências ideológicas ou políticas nem doenças, de modo que não tem “ismo” nenhum. São orientações da sexualidade, por isso se fala em “homossexualidade”, “heterossexualidade” e “bissexualidade”. Não é uma opção, como alguns acreditam por falta de informação: ninguém escolhe ser homo, hétero ou bi.
O uso do sufixo “ismo”, por Guzzo, é, portanto, proposital: os homofóbicos o empregam para associar a homossexualidade à ideia de algo que pode passar de uns a outros – “contagioso” como uma doença – ou para reforçar o equívoco de que se trata de uma “opção” de vida ou de pensamento da qual se pode fazer proselitismo.
Não se trata de burrice da parte do colunista portanto, mas de má fé. Se fosse só burrice, bastaria informar a Guzzo que a orientação sexual é constitutiva da subjetividade de cada um/a e que esta não muda (Gosta-se de homem ou de mulher desde sempre e se continua gostando); e que não há um “estilo de vida gay” da mesma maneira que não há um “estilo de vida hétero”.
A má fé conjugada de desonestidade intelectual não permitiu ao colunista sequer ponderar que heterossexuais e homossexuais partilham alguns estilos de vida que nada têm a ver com suas orientações sexuais! Aliás, esse deslize lógico só não é mais constrangedor do que sua afirmação de que não se pode falar em comunidade gay e que o movimento gay não existe porque os homossexuais são distintos. E o movimento negro? E o movimento de mulheres? Todos os negros e todas as mulheres são iguais, fabricados em série?
A comunidade LGBT existe em sua dispersão, composta de indivíduos que são diferentes entre si, que têm diferentes caracteres físicos, estilos de vida, ideias, convicções religiosas ou políticas, ocupações, profissões, aspirações na vida, times de futebol e preferências artísticas, mas que partilham um sentimento de pertencer a um grupo cuja base de identificação é ser vítima da injúria, da difamação e da negação de direitos! Negar que haja uma comunidade LGBT é ignorar os fatos ou a inscrição das relações afetivas, culturais, econômicas e políticas dos LGBTs nas topografias das cidades. Mesmo com nossas diferenças, partilhamos um sentimento de identificação que se materializa em espaços e representações comuns a todos. E é desse sentimento que nasce, em muitos (mas não em todas e todos, infelizmente) a vontade de agir politicamente em nome do coletivo; é dele que nasce o movimento LGBT. O movimento negro — também oriundo de uma comunidade dispersa que, ao mesmo tempo, partilha um sentimento de pertença — existe pela mesma razão que o movimento LGBT: porque há preconceitos a serem derrubados, injustiças e violências específicas contra as quais lutar e direitos a conquistar.
A luta do movimento LGBT pelo casamento civil igualitário é semelhante à que os negros tiveram que travar nos EUA para derrubar a interdição do casamento interracial, proibido até meados do século XX. E essa proibição era justificada com argumentos muito semelhantes aos que Guzzo usa contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Afirma o colunista de Veja que nós os e as homossexuais queremos “ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos”, e pouco depois ele coloca como exemplo a luta pelo casamento civil igualitário. Ora, quando nós, gays e lésbicas, lutamos pelo direito ao casamento civil, o que estamos reclamando é, justamente, não sermos mais tratados como uma categoria diferente de cidadãos, mas igual aos outros cidadãos e cidadãs, com os mesmos direitos, nem mais nem menos. É tão simples! Guzzo diz que “o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa”. Ora, mas é a lei que queremos mudar! Por lei, a escravidão de negros foi legal e o voto feminino foi proibido. Mas, felizmente, a sociedade avança e as leis mudam. O casamento entre pessoas do mesmo sexo já é legal em muitos países onde antes não era. E vamos conquistar também no Brasil!
Os argumentos de Guzzo contra o casamento igualitário seriam uma confissão pública de estupidez se não fosse uma peça de má fé e desonestidade intelectual a serviço do reacionarismo da revista. Ele afirma: “Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar”. Eu não sei que tipo de relação estável o senhor Guzzo tem com a sua cabra, mas duvido que alguém possa ter, com uma cabra, o tipo de relação que é possível ter com um cabra — como Riobaldo, o cabra macho que se apaixonou por Diadorim, que ele julgava ser um homem, no romance monumental de Guimarães Rosa. O que ele, Guzzo, chama de “relacionamento” com sua cabra é uma fantasia, pois falta o intersubjetivo, a reciprocidade que, no amor e no sexo, só é possível com outro ser humano adulto: duvido que a cabra dele entenda o que ele porventura faz com ela como um “relacionamento”.
Guzzo também argumenta que “se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for”. Bom, nós, os gays e lésbicas, somos como o espinafre ou como as cabras. Esse é o nível do debate que a Veja propõe aos seus leitores.
Não, senhor Guzzo, a lei não pode obrigar ninguém a “gostar” de gays, lésbicas, negros, judeus, nordestinos, travestis, imigrantes ou cristãos. E ninguém propõe que essa obrigação exista. Pode-se gostar ou não gostar de quem quiser na sua intimidade (De cabra, inclusive, caro Guzzo, por mais estranho que seu gosto me pareça!). Mas não se pode injuriar, ofender, agredir, exercer violência, privar de direitos. É disso que se trata.
O colunista, em sua desonestidade intelectual, também apela para uma comparação descabida: “Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os gays; é a violência contra todos”. O que Guzzo não diz, de propósito (porque se trata de enganar os incautos), é que esses 300 homossexuais foram assassinados por sua orientação sexual! Essas estatísticas não incluem os gays mortos em assaltos, tiroteios, sequestros, acidentes de carro ou pela violência do tráfico, das milícias ou da polícia.
As estatísticas se referem aos LGBTs assassinados exclusivamente por conta de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero! Negar isso é o mesmo que negar a violência racista que só se abate sobre pessoas de pele preta, como as humilhações em operações policiais, os “convites” a se dirigirem a elevadores de serviço e as mortes em “autos de resistência”.
Qual seria a reação de todas e todos nós se Veja tivesse publicado uma coluna em que comparasse negros e negras com cabras e judeus com espinafre? Eu não espero pelo dia em que os homens e mulheres  concordem, mas tenho esperança de que esteja cada vez mais perto o dia em que as pessoas lerão colunas como a de Guzzo e dirão “veja que lixo!”.
Jean Wyllys
Deputado Federal (PSOL-RJ)

domingo, 4 de novembro de 2012

Dia de Finados


A morte física de alguém a quem amamos é sempre triste, porque significa que, durante um período de tempo, estaremos subtraídos da presença plena do ser amado que permite a livre troca de ideias,
emoções, carinhos... 
A presença tão ausente vai crescendo e compreendemos o verdadeiro significado de saudade. 
Sentimos o quanto amamos alguém a cada dia e sempre um pouco mais...
Tentamos preencher os vazios do presente com as recordações do passado. A princípio isso nos faz chorar,  nos aperta o peito com um nó, nos dilacera a alma! No entanto, o tempo vai passando e vamos conseguindo transformar a dor da saudade em saudade de amor. Chega um dia que sorrir das lembranças é até possível. "Como ele podia comer tanta jaca sem ter uma dor de barriga???". "Que mania dela de lavar as roupas, no tanque, só de avental!". "O cheirinho do talco que ela usava é inesquecível...". Detalhes peculiares que só são conhecidos pela intimidade dos que amam. Pequenos e grandes detalhes são refúgios acalentando distâncias. O tempo passa. Com certeza, é ele o nosso fiel aliado e o nosso melhor companheiro nos ajustes necessários às realidades de todos os que vivenciam perdas de entes queridos. Só o tempo é capaz de nos fazer compreender o quanto é preciso extravasar o amor para encontrarmos equilíbrio. Extravasar significa distribuir. redistribuir, oferecer, deixar fluir... 
Amor preso no peito por quem está ausente é energia aprisionada, é doença que cresce dentro da gente... Amar aos ausentes é dar mais aos presentes, acreditando que onde quer que estejam sentirão o nosso desejo de vê-los seguir os seus caminhos em paz... 
É no esforço de cada dia que surge o poder dessa nova e maravilhosa maneira de dizer eu te amo mais e mais e quero te ajudar a ser feliz... 
É na alegria de cada dia que é possível sentir o verdadeiro amor, o amor que nos desnuda de apelos e apegos pelo bem do outro, o amor que nos une e nos acompanha por toda a eternidade...
Aos meus queridos e eternos amores, aqui a gente vai levando da melhor maneira possível, desejando o mesmo para todos vocês...

(autora: Cris Lopes)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A educação brasileira está doente!




A educação brasileira está doente, que me desculpe o atual ministro da educação, Sr. Aloizio Mercadante e todos os seus antecessores. Quando li uma reportagem sobre as metas e problemas apontados pelo ministro e especialistas (Sr. Antônio Freitas, Sr. Roberto Salles, Sra. Priscila Cruz) me surpreendeu o fato de ninguém mencionar três questões prioritárias. E se ainda não foram identificadas, não podem ser solucionadas. Começo citando a necessidade de reformular o ensino para que seja inteligente, eficiente e prático. O aprendizado encerra basicamente conteúdos culturais e informativos. Cultura nunca é demais, pois enriquece o espírito e auxilia a vida. Já os programas dos conteúdos informativos são extensos e, em boa parte, inúteis. Assim, professores tentam “se virar” nos tempos de aulas para dar uma “quantidade” exorbitante de matéria que só vem aumentando, ao longo dos anos, enquanto os alunos precisam processar essa quantidade absurda com eficiência para serem "bem sucedidos" nos exames.
Diante do que é oferecido ao aluno como “ensino”, muitos desistem e ouso dizer que não são delinquentes, vagabundos ou preguiçosos. Desistem porque são inteligentes. Desistem porque sabem que para estudar tanta matéria haverá pouco tempo para VIVER. E que inteligência sacrifica a diversidade de possibilidades interessantes que a vida oferece para "aprender" tanta inutilidade? Há os que se cobram mais do que se permitem e se curvam, assumindo suas tarefas maçantes. O pouco tempo que lhes resta para outras atividades aliado ao estresse da cobrança lhes rouba a alegria. Isso é saudável? É urgente repensar esse modelo de ensino arcaico!
Há tantos ensinamentos interessantes que podem ser valorizados. Pode-se aprender sobre economia doméstica, mercado financeiro, culinária ou qualquer informação que favoreça ou auxilie de algum modo a vida das pessoas. Logaritmos, frequência de onda, tabela periódica e tantas outras aulas que deixam alunos “doidos” para depois serem esquecidas. Excepcionalmente, esses conteúdos complexos serão empregados pelos que fazem escolas superiores ou profissionalizantes. Portanto, são nesses patamares de formação que devem ser ensinados, porque serão aplicados e úteis. Para os outros, perder tanto tempo para aprender inutilidade é adoecer a inteligência! 
Será que as pessoas organizadoras do ensino brasileiro acreditam que quantidade produz genialidade? Ao contrário, percebo que quanto mais avalanches de conteúdos desnecessários são jogadas sobre os estudantes, menos eles demonstram interesse e prazer em aprender. Estudar se transformou num fardo, numa obrigação, numa decoreba gigantesca!
O acesso às universidades é o momento de clímax do stress. É quando se intensificam as queixas físicas e emocionais que acompanham todos os tipos de alunos- cefaléia, dorsalgia, insônia, gastralgia, taquicardia, diarréia, alterações do apetite, irritabilidade, angústia e muitas outras. Quanto a saúde do professor, posso garantir que há grande comprometimento da qualidade de vida do educador sob a análise de vários contextos. Como médica há 30 anos posso declarar que as causas predominantes das consultas dos professores, que buscam tratamento em meu consultório, são emocionais e revelam diferentes graus de comprometimentos da saúde, principalmente na esfera mental.
Pais, alunos e toda a comunidade escolar precisam se organizar e buscar lideranças representativas. É necessário que, através de projetos legitimados, esses problemas sejam colocados em pauta. O governo precisa repensar e criar comissões de revisão dos conteúdos programáticos do ensino brasileiro. Precisamos de novas diretrizes. para que o ensino seja inteligente e útil. A desvalorização de matérias interessantes como filosofia, sociologia e arte ainda é observada e pode ser constatada pela oferta de horários mínimos na grade escolar e pela contratação de professores sem a devida formação.
Há escolas com lideranças criativas que driblam os conteúdos informativos estabelecidos. Nelas, encontramos alunos que gostam de estudar, porque aprendem com prazer. Seus arsenais individuais, seus talentos e pensamentos são valorizados. Contudo, quando o processo escolar se aproxima das provas de acesso ao ensino superior, surge o problema de que essas propostas enriquecedoras e inteligentes não suprem a cobrança da matéria inútil que abunda e garante o acesso ao ensino superior através do vestibular. Ter prazer em estudar deve ser a regra e não a exceção. Ninguém deveria ser punido por vivenciar essa experiência com uma reprovação. Até quando seremos obrigados a alinhavar e remendar um modelo que não nos serve mais?
A outra grave questão, em minha opinião, está situada extra muro escolar e representa duas prioridades perturbadoras relacionadas às famílias brasileiras. A primeira delas é quem cuidará de seus filhos pequenos enquanto trabalham e a segunda é depois que seus filhos já são adolescentes, o que ficam fazendo enquanto seus pais cumprem suas jornadas de trabalho. É preciso que o Estado se atualize e se comprometa com a condição atual da sociedade que projeta a mulher no mercado de trabalho e que, muitas vezes, faz dela a única responsável pelo provimento familiar. É possível solucionar essas questões com a implantação de creches, de escolas públicas integrais. Falta verba para isso? Que seja criado um imposto participativo da reforma educacional, aplicável conforme o ganho de capital anual de cada empresa que lucra com o Brasil, afinal uma boa educação é o que há de melhor em termos de investimento para o futuro.
Finalmente, saliento que acredito na necessidade de que a educação seja compreendida como meio capaz de estimular as potencialidades individuais criativas, de promover o exercício da cidadania nas suas diversas esferas (políticas, econômicas, sociais, ambientalistas) e de propiciar a realização de práticas esportivas, permitindo o seu desenvolvimento até mesmo à condição profissional. É preciso reformular o aproveitamento do tempo escolar entre “conteúdos”, realização de tarefas escolares, atividades físicas e participação de oficinas conforme aptidões-oficinas de teatro, música, canto, culinária, artesanato, artes plásticas. As oficinas podem se gerenciar através da venda de seus “produtos” (ex: ingressos, feirinhas) e assim, ampliar os horizontes de novas diversidades. Parece fácil. E por quais razões não é? É preciso tanta coisa possível, no entanto falta...
(autora: Cris Lopes)